sábado, 30 de outubro de 2010

Aula de 8 de Outubro

Em 1997, a reforma de 1992 é acrescentada pela estratégia definida na Agenda 2000, documento onde se efectiva a integração ambiental na PAC. O seu objectivo era o alcance do bom equilíbrio entre uma produção agrícola competitiva e o respeito da natureza e do ambiente.
Introduziram-se então várias medidas para alcançar a coerência entre as políticas agrícola e do ambiente.
Com a agenda 2000, a PAC passou a estar organizada em duas áreas de intervenção:
-politica do mercado;
-desenvolvimento sustentável das áreas rurais.
A UE passa a aplicar importantes medidas agro-ambientais que vão contribuir para a protecção do ambiente e a preservação do espaço rural. É definido que os agricultores, num período mínimo de 5 anos, devem adoptam técnicas agrícolas compatíveis com a defesa do ambiente, recebendo em troca pagamentos que compensam a perda de rendimentos.
As práticas abrangidas pelos regimes agro-ambientais são:
- a extensificação da agricultura compatível com o ambiente;
- a gestão de sistemas de pastagens extensivos;
- a gestão integrada e agricultura biológica;
- a preservação das paisagens;
- a conservação dos habitats e da biodiversidade.
A Agenda de 2000 reconhece o papel biológico da PAC para a diminuição dos excedentes, o fomento de qualidade e conservação do ambiente na actividade agrícola.Dá-se um grande impulso à agricultta biológica. Ao comprarem produtos biológicos os consumidores estão seguros que 95% do produto é biológico sem a introdução de qualquer químico, que tem controlo oficial, que adopta uma embalagem selada e que ostenta o nome do produtor.
Ainda nesta Reforma da PAC define-se que o desenvolvimento rural está dividido em dois tipos de medidas:
- medidas de acompanhamento (reformas antecipadas, medidas agro-ambientais, reconservaçao da natureza, aposta na silvicultura)
- medidas de modernização (investimento nas explorações agrícolas, acções de formação profissional).
A medida da reforma da PAC de 1992 mais aplicada em Portugal foi o set-aside. Aplicaram-se ainda diversas medidas de acompanhamento, tais como as reformas antecipadas, a reconversão de áreas agrícolas em zonas protegidas e os incentivos financeiros à agricultura biológica.
Texto da autoria da Daniela Mtos, aluna nº 7 do 11ºD.

Na agricultura, exportar é fundamental

Segundo o jornal on-line "Mundo Português", o ministro da Agricultura defendeu que Portugal deve promover as suas exportações de alimentos, áreas em que o país é “altamente deficitário”. Defende que o sector agrícola é estratégico para a economia nacional, afirmando que a agricultura é decisiva para promover as nossas exportações de alimentos e reduzir as importações. Refere também que Portugal consome mais alimentos do que os que produz e que é necessário garantir que a agricultura portuguesa tenha condições para reforçar o papel estratégico que tem o nosso país.
Reforçou esta ideia com esta frase “consumimos mais produtos alimentares do que os que produzimos, pelo que temos de importar grande parte deles; somos altamente deficitários”, dizendo também que é necessário alterar esta situação.
Defende também que a agricultura é um sector fundamental para o desenvolvimento da Europa e do país e que deve continuar a garantir a função primária de produção de alimentos para a nossa população.
Fonte: Mundo Português, Maio de 2010
Notícia apresentada pela Ana Rocha, aluna nº do 11ºD

Aula de 6 de Outubro

Na aula do dia 6 de Outubro falámos sobre a política agrícola comum (PAC).
A política agrícola comum foi criada em 1962 para assegurar o abastecimento de géneros alimentares, manter o equilíbrio entre a cidade e o campo, valorizar os recursos naturais, preservar o meio ambiente e garantir aos agricultores um rendimento em conformidade com os seus desempenhos.
Os princípios básicos da PAC são: a criação de um grande mercado único dentro do qual os produtos agrícolas possam circular livremente; a preferência pelos produtos agrícolas produzidos na União Europeia; o financiamento comunitário da política agrícola comum e a unicidade dos preços.
Deram-se três fases, a primeira foi de 1962 a 1992, a segunda foi marcada pela reforma de 1992 e a terceira pela reforma de 2003.
Os objectivos da PAC eram aumentar a produtividade agrícola, garantir um bom nível de vida a população agrícola, estabilizar os mercados, garantir os fornecimentos regulares e garantir preços razoáveis nos fornecimentos aos consumidores. Estes objectivos deram origem a uma estratégia de incentivo à produção.A forma de garantir a PAC concretiza-se através das Organizações Comuns dos Mercados (OCM’s), através do estabelecimento de regras comuns e da obrigatoriedade das organizações nacionais de mercado estarem com a organização europeia do mercado.
Os princípios a respeitar por cada Estado-membro são os seguintes: o mercado unificado, a preferência comunitária e a solidariedade financeira.O financiamento da PAC é efectuado através do Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA). O fundo de garantia destina-se ao financiamento das despesas de organização comum dos mercados agrícolas, enquanto que o fundo de orientação se destina à aplicação de fundos estruturais, com vista a diminuir assimetrias.
O principal objectivo da PAC (assegurar a auto-suficiência) deu origem a graves problemas, tais como o excesso de produção e o aumento dos excedentes, provocando o aumento das assimetrias regionais e o aumento dos problemas ambientais.
A entrada de Portugal na CEE, em 1986, dá-se numa fase de transição da PAC, ou seja os apoios alteram-se e deixam de ser concedidos em função da capacidade de produção e passam a ser canalizados com o objectivo de fomentar uma agricultura menos intensiva e mais “amiga” do ambiente, financiando a agricultura biológica, a florestação do solo agrícola e a aposta no turismo rural.
Portugal passa a receber fundos comunitários para aplicar a estratégia do set-aside, ou seja paga-se para a redução da área cultivada, com o objectivo de combater a produção excedentária.
Os grandes latifundiários, sobretudo do Alentejo, só podem usufruir de apoios da UE se diminuírem em 15% das suas terras aráveis. Assim, da lógica de produzir para receber passa-se para a lógica de receber para não produzir. No entanto, essa lógica não deu certo, dando muitas despesas. Para melhorar a situação passou-se então da produção ilimitada à definição de quotas.
Os objectivos da Reforma da PAC (1992) eram promover a segurança e a qualidade de produtos, reduzir os excedentes, reduzir os encargos com a PAC, aumentar a competitividade dos produtos agrícolas europeus, simplificar a legislação europeia, aumentar a procura interna e defender as explorações agrícolas familiares.
Texto apresentado pela Carla Silva, aluna nº 6 do 11ºD

Quando a agricultura dá certo...

A agricultura constitui o sector mais deprimido da economia nacional.
É ao nível da agricultura que se verificam os salários mais baixos, que a idade média dos agricultores é elevada e a área cultivada é cada vez mais reduzida. A estes factores juntam-se ainda a falta de investimento nesta área, a concorrência internacional, o desconhecimento científico ao nível das culturas e a falta de incentivos. No entanto, vamos conhecer alguns casos de sucesso:- Vinho: a “Ferreirinha” de Palmela – Leonor Freitas tornou-se viticultora, dando seguimento à casa agrícola dos seus pais, à qual já pertenciam vários troféus internacionais.
Modificou a qualidade do vinho e tornou a produção mais rentável, sustentando uma marca própria. Para maior escoamento da produção implementou o sistema bag-in-box.
Leonor apostou em novas castas, que se adaptavam ao nosso solo, e que permitiam produzir vinhos mais compostos e com mais qualidade. Dispôs sempre de um enólogo, uma aposta com mão-de-obra qualificada.
Aproveitou o apoio dos fundos comunitários, para investir no seu trabalho. Comprou mais hectares de vinha, o número de trabalhadores aumentou, e continuou a notar-se a existência de pessoal qualificado e licenciado.
A produção continua a aumentar e criou mais um centro de vinificação.
- Azeite: o grupo Sovena cria olival em 10 mil hectares de exploração intensiva.
Em 2009 adquiriu 5200 hectares de olival, já tendo investido 200 milhões de euros na produção, ficando assim com 9700 hectares. A empresa está agora a construir um lagar em Odivelas, desenhado pelo arquitecto Ricardo Bak Gordon. A colheita é mecanizada. As máquinas em forma de arco «vindimam» o olival, abanando os ramos e libertando-os da azeitona. Assim, os custos diminuem e a apanha é mais rápida, pois a máquina consegue fazer 5 hectares por dia.Luís Folque, administrador da Sovena, justifica a importância de ter produção própria, poder experimentar e fazer azeites, monovarietais e de produção específica.
Esta empresa detém a marca Oliveira da Serra e vende para mais de 70 países.
- Frutos Silvestres: a produção de bagas de mirtilo em Sever do Vouga revolucionou a região e salvou o microfundio familiar. Nesta região onde predominam minifúndios, o mirtilo foi introduzido como forma de aumentar o rendimento dos agricultores.
Os terrenos foram avaliados por técnicos da fundação holandesa Lockorn, e verificaram que a zona era óptima para introduzir os pomares.
Muitos agricultores têm reconvertido os terrenos para receber os pomares de vaccinium corymbosum, que produz uma baga com poder antioxidante, com benefícios para a visão e para o aparelho circulatório.
A preparação do terreno, as exigências nutricionais e a colheita justificam os elevados custos de instalação e exploração. Contudo, as 10 toneladas produzidas por hectare recompensam os agricultores.
- Cereja: Filipe Costa, engenheiro agrónomo, estudou o sector para vir a cuidar das terras da família e replantou um pomar de cerejas.
Filipe é o coordenador técnico da Cerfundão, empresa que embala e comercializa cereja da Cova da Beira, afirma que 2010 foi um mau ano agrícola, devidas as chuvas tardias de primavera.
Os pomares estão instalados em patamares talhados a laser, seguindo as curvas de nível e os 110 hectares são monitorizados através de chips colocados nas filas das árvores.
Através do telemóvel Carlos pode receber diversas informações sobre a produção.
Luís Martins, presidente da junta de Alcongosta e proprietário da empresa Sabores da Gardunha, reconhece que a cereja tem gerado rendimentos que permitem a expansão dos agricultores.
Fonte: revista Visão de 23 de Setembro de 2010
Notícia apresentada pela Ana Rosa, aluna nº 3 do 11ºD

Aula de 30 de Setembro

Sumário: Rendimento e produtividade agrícolas
O rendimento agrícola é a relação entre o total da produção (toneladas) e a superfície cultivada.
RA= toneladas/hectares.
Exemplo:
RA= 1000000/20000
RA= 50 ton/ha
Nem sempre a uma maior área de cultivo corresponde uma maior produção.
O rendimento agrícola determina o rendimento empresarial líquido, isto é, o rendimento traduzido em valor monetário (diferença entre receitas e despesas).
A produtividade agrícola é a relação entre o total da produção (ou o seu valor) e a mão-de-obra utilizada (nº de horas de trabalho).
PA= toneladas ou euros/nº de horas anuais> UTA-unidade de trabalho anual
Exemplo:
PA=100000000/20000
PA=5000 euros/UTA
A produtividade agrícola depende do grau de mecanização utilizada na agricultura.
Em Portugal:
Com a entrada na CEE verificaram-se grandes alterações da paisagem natural porque:
- grande parte da vegetação natural foi artificializada (estradas, cidades);
- grande parte da área agrícola passou para área florestal.
Texto da autoria do Bruno Ferreira, aluno nº5 do 11ºD

Azeite Gallo: o quinto mais vendido do mundo

Em Julho de 2009 a Unilever Jerónimo Martins decidiu autonomizar a unidade de azeites e óleos vegetais, onde sobressai a marca Gallo. Mais de um ano depois a quota de mercado em Portugal passou de 23,3% para 27,1% em Setembro deste ano.
O director-geral da Gallo afirma que reforçaram a liderança no mercado português e no mercado brasileiro de uma maneira muito crítica e continuam a liderar na Venezuela. No Brasil o azeite Gallo aumentou uma quota de 2% este ano. A China e o Japão são apostas ainda a longo prazo.
O Brasil contribuiu para que a facturação chegasse aos cem milhões de euros em 2009. "Estamos a crescer na venda do produto mas, é uma subida devido à impulsão dos mercados internacionais". Centrar uma equipa no produto a nivel geográfico do país, através dos mercados internacionais, ajuda a um melhor desenvolvimento do produto e da sua produção e venda.
Actualmente a marca do Gallo está em 40 países, tendo vindo a aumentar. É a quinta marca mais vendida no mundo, mas a luta para uma subida ainda maior tem sido difícil por causa da forte concorrência. Devido à sua eficácia na organização, oa marca continua a lutar para ser uma das primeiras marcas mais vendidas no mundo. O director-geral do azeite Gallo acredita na abertura de caminhos em novos mercados, nomeadamente na Europa devido à conquista do primeiro prémio Mário Solinas Azeite Novo 2009-2010.
É contra as marcas próprias que o azeite Gallo tem vindo a combater para que ainda possa ter possibilidades de crescer mais nos supermercados e hipermercados. Para que aconteça este crescimento a empresa tem feito um grande esforço para continuar a dar um nível de qualidade ao produto com consistência absoluta e quem o consome reconhece esse trabalho e é por essa diferenciação que a Gallo quer manter os seus clientes e conquistar novos.
Por ano, a Gallo recebe entre cinco a oito mil amostras de azeite de produtores nacionais, das quais 70% são rejeitadas.
Apesar do aumento de produção nacional, a importação de azeite de outros mercados não vai parar, havendo o objectivo de manter as características do produto e a consistência do sabor.
Fonte: Público de 26 de Setembro de 2010
Notícia apresentada pela Joana Silva, aluna nº12 do 11ºD

Aula de 29 de Setembro

Na aula de 29 de Setembro abordámos os temas da má gestão e utilização do solo arável em Portugal e da nossa dependência externa em termos agrícolas.
No primeiro tema vimos que a maioria dos solos portugueses são pouco férteis devido às condições naturais desfavoráveis, havendo muitos solos que são ocupados com culturas para as quais não têm aptidão. Também vimos que a estrutura fundiária predominante é muito fragmentada, o que inviabiliza a mecanização e a modernização. Tanto o sistema extensivo, como o sistema intensivo apresentam desvantagens quando utilizados ao extremo, pois o pousio absoluto torna os solos mais sujeitos aos efeitos da erosão, enquanto que o uso contínuo dos solos pode levá-los ao empobrecimento. Referimos tambem que a utilização excessiva de fertilizantes químicos e de pesticidas tornam os terrenos inférteis e vimos ainda que é patente a falta de mão-de-obra agrícola instruida e aberta à inovação.
No segundo tema vimos que Portugal é, em termos agrícolas, muito dependente de outros países. Na totalidade, importa mais do que consegue exportar, o que se reflecte num crescente défice de balança comercial de produtos agrícolas. Analisámos gráficos que nos mostravam que a relação entre a produção nacional e o consumo interno é desequilibrada em muitos produtos. Há um excesso de produção de fruta e de vinhos, enquanto que há défice em azeite e cereais. Ainda assim, Portugal apresenta uma situação de balança comercial positiva, nomeadamente com Espanha e com os PALOP; já com França, Brasil, EUA, e Argentina há uma situação de défice.
Texto da autoria da Ana Rita Lopes, aluna nº 4 do 11ºD