segunda-feira, 9 de maio de 2011

Aula de 27 de Fevereiro

No passado dia 27 de Abril, falámos na aula de Geografia acerca dos transportes. Vimos que até meados do século XX se falava em distâncias absolutas, medidas em Kms. Com o desenvolvimento dos transportes, surge o conceito das distâncias relativas – relação entre distância e tempo/custo - o espaço absoluto distende-se ou comprime-se em função destes factores.
Surgem assim os mapas distorcidos. Estes representam a sobreposição de 2 mapas que torna evidente os espaços com maior e menor acessibilidade - grau relativo de facilidade em termos de tempo e custo com que se alcança um determinado lugar. O interesse das pessoas passa a ser o custo e a duração das viagens, ao invés da distância absoluta.
·         Portugal e a política comum dos transportes
O Tratado da União Europeia tem como principal objectivo na área dos transportes a criação de redes transeuropeias homogéneas em toda a Europa.
O Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes visa um melhor funcionamento do mercado interno e o reforço da coesão económica e os seus principais objectivos são:
Qualidade e eficiência dos corredores de transportes;
- Promoção da multimodalidade (combinação dos vários meios de transporte
 Logística (planeamento e gestão dos transportes de mercadorias)
 Coesão nacional e mobilidade sustentável.
Texto elaborado pela Ana Carolina Fernandes, aluna nº 1 do 11º D

quarta-feira, 16 de março de 2011

Aula de 14 de Março

A inserção na rede urbana europeia
A posição hierárquica das cidades para além da dimensão demográfica, também se avalia com outras funções, serviços como universitária, qualificação da mão-de-obra, e ainda evidenciando actividades de investigação e desenvolvimento.
Um outro indicador importante para a internacionalização das metrópoles, ou seja, para a divulgação e reconhecimento das cidades fora do seu país, passa pela organização de eventos internacionais. Exemplo disso foi a Cimeira da NATO em Portugal, que lhe deu visibilidade, e demonstrou que Portugal tem todas as condições, incluindo a segurança para realizar este tipo de eventos, e por isso mesmo neste indicador está bem posicionado.
Portugal tem ainda a capacidade de ser uma das portas da Europa, com Lisboa, Leixões e Sines, e por isso devem competir com as cidades espanholas. Este indicador também dá uma maior expressão internacional de um país.
Outro indicador relevante é a capacidade do país atrair sedes nacionais e internacionais de empresas, mas neste aspecto Portugal, concretamente Lisboa, não está bem posicionada segundo um ranking efectuado em 2007, pois está na periferia da Europa, os acessos não são bons comparados com outros países e ainda a mão-de-obra é pouco qualificada.
Assim para que as cidades, como os respectivos países, se sobressaíam é necessário apostar na promoção e marketing urbano.
No contexto português, para que as cidades médias se desenvolvam, o governo não pode apostar e investir só em Lisboa e no Porto. Também tem que investir nas restantes, como faz Espanha. E, ao desenvolver estas cidades torna-as mais atractivas tanto para a população como para as empresas.
Logo, para desenvolver estas cidades é necessário apostar na melhoria das redes de transportes, por exemplo o TGV; que haja uma cooperação entre cidades (a geminação de cidades) que se ajudem mutuamente sem andarem numa constante competição entre si, e ainda que investissem em pólos de ensino superior.
Texto elaborado pela Tânia Dias, aluna nº 20 do 11ºD

quinta-feira, 10 de março de 2011

Aula de 14 de Fevereiro

Na aula do dia 14 de Fevereiro falámos sobre os diferentes limiares de procura que estão associados às condições de produção e às economias de escala e diferentes procuras por habitante.
Lisboa apresenta uma área de influência muito mais larga do que o Porto, o que demonstra a macrocefalia do nosso país.
Falámos também da inserção de Portugal na rede Urbana Europeia, que contém dois eixos urbanos. O eixo principal é o que vai do Reino Unido à Itália e que passa pela Suíça, França, Bélgica, Alemanha e Holanda. O eixo urbano secundário que vai de Lisboa até Estocolmo que atravessa o eixo urbano principal e que está na origem da ligação ferroviária por TGV.
Em Portugal o sistema urbano é monocêntrico.
A ligação a Espanha alargou a litoralidade de Portugal reforçando as relações entre os dois lados da fronteira. A maior parte das cidades da Península Ibérica aumenta a sua população sobretudo as cidades de média dimensão.
Os principais corredores ibéricos
Portugal retira vantagens de inserção da rede urbana nacional no sistema Ibérico: potencia-se o policentrismo desde território, com a dotação de bons eixos rodoviários e ferroviários; fomentam-se as exportações e as ligações ao exterior; todo o Interior pode sair beneficiado, devido ao desenvolvimento das redes transfronteiriças.
Texto apresentado pela Raquel Silva, aluna nº 16 do 11ºD

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Aula de 21 de Fevereiro

Na aula do dia 21 de Fevereiro de 2011 falamos sobre:

Dispersão/concentração do povoamento:
Economia de aglomeração: economia de custos conseguidos por uma empresa ou instituição por via da sua localização numa aglomeração. Beneficia da proximidade e uso de infra-estruturas e da existência de serviços e equipamentos.
Deseconomia de aglomeração: aumento de encargos para uma empresa ou instituição decorrentes da sua localização em grandes aglomerados urbanos. Pode apresentar maiores impostos e despesas com o pessoal e problemas de tráfego e restrições ambientais.
Há a necessidade de apostar em políticas de desconcentração.

O papel das cidades médias
As cidades médias têm a vantagem de não estarem sujeitas aos constrangimentos das deseconomias de aglomeração, por se aproximarem da dimensão óptima de aglomeração. São pólos dinamizadores das áreas onde se integram, constituindo elos de ligação entre centros de diferente nível hierárquico e contribuindo para o equilíbrio da rede urbana portuguesa.         
Urge modernizar o país, fomentando o desenvolvimento sustentável.
Urge reforçar a coesão nacional, diminuindo as assimetrias regionais.

                             
De que forma?
- Desenvolvimento de quadros de vida com maior qualidade (mais tempo livre, deslocações pendulares mais curtas e facilidade de aquisição de casa);
- Problemas menos graves ao nível do estacionamento, do trânsito, da confusão, da poluição, da insegurança e da marginalidade.
O desenvolvimento do Interior através do Programa PROSIURB
Melhoria das acessibilidades                          Novos pólos de ensino superior
(Itinerários principais e                                      universitário e politécnico.
Auto-estradas)


                                                Acções: 
O dinamismo das cidades é fundamental para atrair população jovem gerando emprego e oferecendo comércio, serviços e equipamentos diversificados ao nível da saúde, educação, cultura, desporto e lazer.
Bragança;    Covilhã;    Tomar;    Mirandela;    Lamego;    Castelo Branco;    Chaves;   
Régua;  Portalegre;   Viseu;   Abrantes;   Évora;   Vila Real;   Guarda;  Beja;

Texto apresentado pela Raquel Gonçalves, aluna nº 17 do 11ºD 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Combater a desertificação da cidade é aposta do novo PDM

Segundo o Jornal de Notícias, nos últimos 50 anos, Lisboa perdeu 300 mil residentes embora haja hoje cinco vezes mais habitações. Estima-se que cerca de 60 mil estejam vazias. A Câmara quer contrariar esta tendência com um Plano Director Municipal que visa reabilitar e repovoar o centro. A autarquia está decidida a atacar o despovoamento e, para tal, vai apostar numa nova estratégia de reabilitação urbana. O PDM destaca objectivos como a reabilitação de edifícios para regenerar a cidade, fixar mais famílias e mais empresas, a par da criação de mais emprego. A intenção passa por resolver o problema do centro da cidade que tem sido abandonado pela classe média nas últimas décadas, em particular pelos jovens que procuram primeira habitação, devido aos elevados preços praticados pelo mercado livre. Refere que é importante atrair jovens e classe média, pois é um passo fundamental para rejuvenescer a população de Lisboa. Uma das medidas a tomar é a melhoria de oferta de habitação a preços acessíveis e enriquecer a cidade de um conjunto de equipamentos como creches, escola ou centros de saúde que são indispensáveis para que as pessoas tenham condições de vida no centro e que sejam competitivas com aquilo que existe em várias áreas na periferia Outra medida é investir na reabilitação. O novo PDM propõe-se a atribuição de créditos de edificabilidade que podem depois ser usados na fixação dos 
índices de construção nas áreas a consolidar.
Notícia apresentada pela Ana Rocha, aluna nº2 do 11º D

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aula de 11 de Fevereiro

Durante as últimas três semanas, os alunos do 11ºD estiveram a apresentar os seus trabalhos individuais de pesquisa sobre algumas das cidades portugueses. Proximamente, os melhores serão dados a conhecer no blogue...
Na aula do dia 11 de Fevereiro estivemos a dar a rede urbana nacional.
Com a analise de um gráfico correspondente ao ano de 2001 podemos concluir que a dimensão das cidades portuguesas corresponde a uma situação desequilibrada denominada por macrocefalia, onde se verifica um centralismo na cidade de Lisboa. Há autores que defendem que há duas cidades que se destacam do resto do país (Lisboa e Porto) e, por isso, defendem a teoria da macrocefalia bicéfala. Também as redes urbanas das regiões autónomas são distintas, pois a da Madeira é mais desequilibrada e a dos Açores menos desequilibrado.
Em Portugal para  além das diferenças na dimensão geográfica das cidades evidencia-se o desequilíbrio da rede urbana.
No território continental existe uma forte concentração urbana na faixa do litoral entre Setúbal e Braga. Onde se localiza o maior numero de cidades é denominado por litoralização (com uma urbanização difusa e descontinua); mas destacam-se ainda as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, fenómeno denominado por bipolarização. 
Para se analisar uma rede urbana há que ter em conta vários factores como por exemplo: se a distribuição das cidades é uma distribuição espacial (mapa de pontos) ou se se trata de uma distribuição hierarquizada das cidades (mapa de círculos proporcionais).
As principais características da rede urbana nacional são: a rede apresenta características de macrocefalia e /ou bicefalia; predomínio das pequenas cidades e a rede é desequilibrada dado o reduzido número de cidades medias.
Existem vários problemas decorrentes dos desequilíbrios da rede urbana tais como a carência de cidades médias devido ao êxodo rural; o despovoamento e envelhecimento do interior e o excessivo congestionamento do litoral; a perda da qualidade de vida; a desqualificação do interior das grandes cidades e das áreas suburbanas das metrópoles e das cidades médias.
A área de influencia de um centro urbano é definida pelo território que se encontra dependente daquele centro urbano funcionalmente.
A difusão de bens e serviços é centralizada e hierárquica, assim cada lugar recebe de um centro urbano superior , bens e serviços, que envia para os de ordem inferior; as acessibilidades são um dos factores para a definição de áreas de influência.
Existem bens raros que são  mais raros como hospital central que se restringem a centros urbanos que possuem uma maior área de influência.
Existem também os bens vulgares que são, por exemplo, os minimercados e mercearias que são serviços de utilização frequente que se encontram facilmente ao contrário dos bens raros que apenas se encontram só em determinados lugares. 
Texto apresentado pela Raquel Ferreira, aluna nº 15 do 11ºD