sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Aula de 12 de Janeiro

Existe pouco esforço para descentralizar a localização das actividades do sector secundário e terciário.
Na Área Metropolitana de Lisboa predominam as actividades do sector terciário e das indústrias de ponta.
Chama-se a isto terciarização, apresentam uma forte implantação de industrias ligadas a novas tecnologias (automóvel, química...) 
·         elevada polarização demográfica e económica em Lisboa;
·         localização industrial baseada em padrões de concentração;
·         predomínio das industrias modernas e de base tecnologica;
·         movimentos pendulares entre AML norte e AML sul;
·         menor densidade populacional.
Na Área Metropolitana do Porto existe uma forte implantação das industrias transformadoras e da actividade comercial, índices de industrialização elevados, sectores relacionados com mão-de-obra mais intensiva, barata e desqualificada. 
·         maior dispersão(autonomia) populacional e das actividades económicas;
·         localização industrial baseada em padrões de dispersão;
·         emprego em indústrias tradicionais;
·         movimentos pendulares mais dispersos, dada à maior autonomia dos concelhos periféricos;
·         maior densidade populacional.
No concelho de Lisboa existe concentração do emprego - forte polarização.
O emprego na administração pública apresenta um considerável peso no Concelho de Lisboa - vantagem de ser capital de país. No rossio e zonas envolventes o emprego é muito concentrado.
Responsável pela reduzida função residencial do CBD de Lisboa. Esta tem vindo a desenvolver pólos de concentração económica em alguns concelhos da periferia. Exemplo.: Oeiras.
Cada vez é maior o número de pessoas que residem em Lisboa mas trabalham/estudam noutros concelhos da AML.
Oeiras e Cascais face a diminuir a dependência de Lisboa têm vindo a desenvolver esforços para fixar a sua população.
Dependência dos concelhos da AML a Lisboa - situação macrocéfala. Exemplo: Almada, apesar de ter alguma autonomia em termos de emprego ainda tem uma taxa de dependência face a Lisboa.
Texto apresentado pela Joana Castanheira, aluna nº 10 do 11ºD

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aula de 10 de Janeiro

Na aula do dia 10 de Janeiro falámos sobre a indústria nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Nestas grandes aglomerações, a indústria é um dos factores que tornam a economia dinâmica. São várias as vantagens das AM’s:
- Complementaridade entre diferentes ramos industriais;
- Existência de infra-estruturas e serviços diversos;
- Disponibilidade de mão-de-obra (pouco qualificada na AMP e especializada na AML);
- Boa acessibilidade aos mercados nacionais e internacionais, através de portos e auto-estradas.
As duas áreas metropolitanas são, no entanto, um pouco diferentes. Enquanto na AML há mais investimentos e possui indústrias de ponta, na AMP a especialidade são as indústrias têxtil e do calçado, com maior intensidade de trabalho e mão-de-obra pouco qualificada.
Texto apresentado pela Inês Barge, aluna nº 9 do 11º D

Despovoamento chega ao litoral

Segundo o Jornal de Notícias, a batalha contra o despovoamento chegou também a concelhos do litoral, que lutam por ter mais habitantes com incentivos à natalidade. 
Caminha e Nazaré são dois pequenos concelhos do litoral que já apostam neste tipo de incentivos. Integrados em zonas do litoral com dinamismo económico e demográfico, a prioridade é extinguir a perda de população para outros concelhos maiores e mais atractivos e regular a organização no território. 
A discriminação positiva das freguesias do interior, para tentar extinguir a progressiva fuga de gente para o litoral do concelho é uma medida a ser utilizada. Regista-se um crescente fluxo migratório do interior para o litoral do concelho, deixando as freguesias das faldas da Serra d'Arga, como exemplo, cada vez com menos gente. E é essa tendência que se procura extinguir, com os incentivos referidos. 
Assim, estão a dar nas freguesias do interior do concelho, aos casais, 750 euros pelo primeiro filho e 1000 pelo segundo e seguintes, valores que, no litoral, se ficarão, respectivamente, pelos 500 e 750 euros. Isto é uma forma de apoiar as famílias do concelho, com o objectivo de aumentar a natalidade nos concelhos despovoados que é uma das medidas que o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses defende, destacando que a muito baixa fecundidade nacional seja encarada como um problema do país e não apenas do interior. 
Fonte: Jornal de Notícias, 9 de Fevereiro de 2009
Notícia apresentada pela Ana Rocha, aluna nº 2 do 11º D

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Aula de 7 de Janeiro

Na aula de sete de Janeiro (sexta-feira), abordámos os factores urbanos e territoriais das áreas urbanas.
Analisámos nomeadamente, o processo de expansão urbana, o qual dá origem ao aparecimento de áreas periurbanas – estas são áreas localizadas em territórios próximos dos aglomerados urbanos onde o espaço rural é ocupado por actividades e funções urbanas e industriais.
A periubanização vai ocupando áreas rurais com actividades e funções habitacionais, comércio, indústria e os serviços, deste modo encarnando um papel multifuncional.
Com o arrastar desta tendência e com a melhoria das acessibilidades associada à expansão da rede viária estes processos são facilitados, com uma população esgotada da localização difusão característica das zonas suburbanas já sobrelotada, originando-se o movimento de pessoas e emprego das grandes cidades para pequenas vilas e aldeias já fora da zona metropolitana provocando movimentos pendulares na população. Por último e não obstante, a integração das pessoas oriundas de espaços urbanos para estes espaços rurais permanecem com uma postura urbana vivendo no campo, designando a esta transformação de rurbanizaçao.
Contudo existem impactos sociais, ambientais e territoriais na expansão urbana, especificamente:
> Na intensificação dos movimentos pendulares (anteriormente existentes apenas para a grande cidade mas também agora entre áreas que a envolvem);
> Pressão sobre a sistema de transportes urbanos, pois nem sempre dá resposta às necessidades da população;
> Maior consumo de combustível traduzido em maior poluição atmosférica;
> Aumento de despesas e stress, associadas às deslocações quotidianas;
> Desordenamento de espaço, resultante da desorganização urbanística;
> Falta de equipamentos colectivos e de oferta de serviços nos aglomerados urbanos;
> Aumento das despesas de instalação de abastecimentos de água, electricidade, gás, devido à dispersão do povoamento nas áreas periurbanas;
Este fenómeno geográfico limitou-se sobretudo à distribuição da população junto ao litoral, particularmente nas cidades de Lisboa e do Porto, falando-se assim de litoralização e por conseguinte de bipolarização. Criadas em 1991, a AML e a AMP, são associações especiais de municípios, com vastas competências, mas de reduzida eficácia, já que existe muita individualidade e reduzida existência de acções/decisões conjuntas entre concelhos. Ainda assim existe uma grande disparidade entre AML e a AMP a nível de dinamismo económico, apresentando a AML resultados mais elevados. Sendo, a AML capital do país existem também mais investimentos em recursos e em indústria tecnológica que exige mão-de-obra qualificada. As migrações pendulares constituem um fenómeno muito importante das áreas  metropolitanas, surgindo migrações também entre cidades suburbanas, situação actual de pernoita e monocêntrica, contrastante com Espanha – policêntrica.
Com esta forte mobilidade ao centro, acentua-se a importância dos transportes públicos para os subúrbios e para os centros das cidades isto reflecte-se na;
> Diminuição da população dos concelhos de Lisboa e do Porto;
> Progresso de suburbanizaçao;
> Crescente terciarização das duas cidades que veio reforçar o desenvolvimento do sistema de transportes e de redes viárias, (sobretudo no caso de Lisboa).
Com esta evolução, pode-se agora distinguir diferentes cidades: cidades dormitório de cidades-satélite, estas últimas têm já um carácter funcional, dotadas de infra-estruturas e equipamentos de apoio à população, bem como dinamismos socioeconómicos e residencial capaz de satisfazer as necessidades da população sendo geradora de emprego para muitos dos seus habitantes.
Contrapondo-se a estas, as cidades dormitório que apesar de lá existir algum dinamismo económico, as actividades existentes não são suficientemente atractivas para empregar e fixar a sua população activa.
Quanto aos postos de trabalho a AML abarca um série de vantagens ao nível nacional,
> É desde logo a capital do país;
> Geograficamente acumula em si recursos estratégicos para o desenvolvimento;
> Atrai pessoas e actividades qualificadas de outros países;
> Com presenças relevantes em redes inter-nacionais de cooperação e intercâmbios, sendo estas actividades económicas um excelente indicador do pulsar de uma cidade.
Texto apresentado por Elsa Morais de Almeida, aluna nº 8 do 11ºD

Aula de 5 de Janeiro

Em Portugal, o processo de suburbanização, ocorreu sobretudo no litoral, em torno das cidades de Lisboa e do Porto.
A expansão suburbana destas cidades envolveu também algumas cidades próximas, desenvolveram aglomerados populacionais, criaram um dinamismo económico e demográfico e alguns delas ascenderam a cidade (estavam dependentes da cidade, mas depois ganham autonomia). As relações que estabelecem exigem decisões conjuntas (porque os problemas dizem respeito a toda a área metropolitana). E então em 1991 foram instituídas as áreas metropolitanas de Lisboa (AML) e do Porto (AMP).
A criação destas áreas metropolitanas não foi totalmente acompanhada por regulamentação. Isto só aconteceu em 2003, com a Lei-quadro das Áreas Metropolitanas. Nesta lei admitiu-se a constituição de grandes áreas metropolitanas e de comunidades urbanas, tendo como requisitos a continuidade territorial dos concelhos.
Esta lei veio proporcionar a criação de novas estruturas de cooperação intermunicipal, e levou também à recomposição das áreas metropolitanas proporcionando a alteração na organização funcional e nas relações que estabelecem.
Estas duas principais áreas metropolitanas desenvolvem grandes relações de complementaridade onde aumentam o dinamismo e a competitividade, podendo assim passar de uma estrutura funcional monocêntrica (todos os concelhos dependiam da cidade central) e radiocêntrica (os concelhos estão ligados à cidade, mas alguns estão ligados entre si) para uma estrutura policêntrica ( todos os concelhos estão ligados entre si). O dinamismo demográfico das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto evidenciam-se pelo aumento da população. A perda populacional foi mais verificada em concelhos centrais, enquanto o maior crescimento verifica-se nos concelhos com boas acessibilidades e a disponibilidade de espaço.
Alguns concelhos das áreas metropolitanas viram os seus concelhos aumentarem a sua população devido ao desenvolvimento dos transportes e das redes viárias.
As áreas metropolitanas caracterizam-se por uma população mais jovem e instruída.
Estas áreas metropolitanas fornecem mais de 40% emprego, e com ganhos superiores á média nacional.
A sua bipolarização da concentração das actividades económicas demonstra grande importância no tecido económico do pais.
No nosso pais temos uma actividade macrocéfala, porque a área metropolitana de Lisboa acumula uma série de vantagens únicas a nível nacional:
- a capital do pais;
- acumulação dos recursos estratégicos;
- a atracção de pessoas e actividades qualificadas;
- a presença relevante em redes internacionais.
Estas são vantagens que se encontram apenas na AML.
Texto elaborado pela Daniela Matos, aluna nº 7 do 11ºD

sábado, 8 de janeiro de 2011

Exemplo de elevação de uma cidade que não trouxe benefícios

Segundo o Jornal de Notícias a elevação da Senhora da Hora (freguesia e cidade do concelho de Matosinhos) a cidade não trouxe quaisquer benefícios. Esta cidade é caracterizada como uma cidade-dormitório; até mesmo moradores concordam com esta caracterização e lamentam-no.
Sofreu um grande impulso após ter passado a vila, em 1986. Actualmente, com 33 mil habitantes, a Senhora da Hora aloja alguns dos mais importantes equipamentos do concelho de Matosinhos, como o Hospital Pedro Hispano, duas faculdades, o Estádio do Mar, o NorteShoping e um interface do metro, o que atrai muitas pessoas de fora.
A 12 de Junho de 2009 foi elevada a cidade. Mas, um ano depois ninguém sentiu benefícios dessa alteração administrativa. É sobretudo o orgulho de se dizer que se vive numa cidade...
Só dentro de três ou quatro anos é que a cidade estará toda transformada. Para tal, será necessário ganhar uma nova centralidade e uma nova avenida, que é um grande sonho dos moradores e  concretizar outros vários projectos. Para que deixe de ser uma cidade-dormitório, o que aconteceu devido à perda de todas as indústrias e de ter apenas um serviço. O facto de as pessoas irem morar para lá é devido ao facto deste local oferecer alguma qualidade de vida, apesar das casas serem caras.
Fonte: Jornal de Notícias de 11 de Junho de 2010
Notícia apresentada pela Ana Rocha, aluna nº 2 do 11ºD

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Aula de 3 de Janeiro

No dia 3 de Janeiro falámos sobre as áreas urbanas.
O crescimento das cidades está fundamentalmente relacionado com o aumento demográfico, mas liga-se, também, com o seu próprio dinamismo funcional interno que provoca alterações dos padrões locativos das diferentes funções.
Dão-se duas fases: uma fase de atracção/concentração da população denominada por fase centrípeta, e uma fase de repulsão/desconcentração chamada por fase centrífuga.
A expansão urbana resulta ainda de outros factores, tais como: a dinâmica da construção civil (construções na horizontal); o desenvolvimento das próprias actividades económicas, que conduz à necessidade de expandir e modernizar as empresas e, como tal, à procura de novos espaços de localização; o desenvolvimento dos transportes e das infra-estruturas viárias para o aumento da mobilidade e da acessibilidade; o aumento da taxa de motorização das famílias, que permite deslocações mais longínquas.
A expansão urbana acompanha, geralmente, os principais eixos viários de acesso à cidade, verificando-se uma forte relação entre a sua localização e a densidade de construção (causa: vias de comunicação; efeito: desenvolvimento).

A suburbanização e a periurbanização.
A suburbanização é o processo de crescimento da cidade para a periferia. Em Portugal, este fenómeno teve particular incidência nas áreas urbanas do Litoral a partir dos anos 50, com a intensificação do êxodo rural.
Numa fase inicial, os subúrbios cresceram de forma não planeada, essencialmente ao longo das principais vias de comunicação, onde era maior a acessibilidade à cidade e onde as habitações eram mais baratas. O rápido crescimento destas áreas foi ainda marcada pelo domínio de edifícios plurifamiliares, prolongando a paisagem urbana.
Podemos dizer que o processo de suburbanização se deu em quatro fases:
1ª Faseà Relação de dependência face as grandes cidades; função residencial.
2ª Faseà Cresceram muito, tendo assim a necessidade de ter mais funções; têm agora mais autonomia.
3ª Faseà Relação de complementaridade.
4ª Faseà Área metropolitana.
A periurbanização relacioa-se com áreas de espaço rural ocupadas, de forma descontínua, por funções urbanas: indústria, comércio e alguns serviços, dando origem à rurbanização, ou seja, o facto de o espaço rural ser urbanizado.
A melhoria da acessibilidade associada à expansão da rede viária facilita estes processos, que se caracterizam também pela localização difusa da função residencial e das actividades económicas e provocam o aumento dos movimentos pendulares.
No entanto, a expansão urbana tem também alguns impactes negativos, tais como: intensificação dos movimentos pendulares, que são cada vez mais complexos; grande pressão sobre o sistema de transportes urbanos, que nem sempre consegue dar resposta às necessidades da população; aumento do consumo de combustível e da poluição atmosférica; aumento das despesas, da fadiga e do stress; desordenamento do espaço, resultante da urbanização não planeada e da existência de bairros de habitação precária; falta de equipamentos colectivos e fraca oferta de serviços; aumento das despesas com a instalação de redes de abastecimento de água, electricidade e saneamento, devido à dispersão do povoamento nas áreas periurbanas. 
Realizámos também a ficha 17 do caderno de actividades sobre essa matéria.
Texto apresentado pela Carla Silva, aluna nº 6 do 11ºD